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De todos os vazios...



De todos os vazios entre os tempos,
de todas as distâncias entre as filas de soldados,
das brechas do tapume,
das portas que fechamos mal,
das mãos que não juntamos bem,
do vazio entre nossos corpos que não apertamos
                        um contra o outro -
nasce uma extensão vasta que se desdobra,
uma planície, um deserto,
por onde nossa alma irá sem esperança, depois da morte.


Yehuda Amikhai* 


* poeta nascido na Alemanha, e educado em Israel. 

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