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Desencanto



Clebson Moura Leal

Hoje mesmo se viesses a mim chorando,
quão delicadamente então te abraçaria...
Mas a tua presença é frágil duna ao vento
e em minhas mãos levemente se desfaria!

E não sei agora, nunca saberei realmente, 
com qual lágrima talvez que te chamaria...

 Oh, tanto é silêncio... tanto é distância...
‑ que já não deixas memória, aonde vais.
E a minha alma, tão florida e delicada,
perde pétalas e aromas, entre longos vendavais...


Por nada, nada que haja lágrima ou voz: 
bem sei que não voltas... não mais...



8 comentários:

  1. Clebson,


    Sua poesia é linda !
    Esta , em especial , me lembrou
    Florbela Espanca.


    Bjo e um Domingo de Paz.

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  2. Malu, obrigado pelo elogio!

    Sim... a dramaticidade é parecida, não é? (Como se a vida fosse vazia, depois que a pessoa amada foi embora: e não houvesse mais motivos para continuar a existir. Talvez essa seja a essência da poesia de Florbela).

    Obrigado pela visita!
    Beijos

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  3. Lindo poema parabéns,gostei muito do seu blog,ja estou te seguindo e sempre estarei por aqui a te visitar e comentar.bom domingo.

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  4. Triste a certeza do desencanto, só quem passou sabe o que é. Abração Clebson, continue assim.

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  5. Hoje mesmo se viesses a mim chorando,
    quão delicadamente então te abraçaria...


    Sabe que ao ler seu poema sem senti assim também...

    Lindo e verdadeiro...

    Beijos


    Ani

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  6. Olá pequeno Poeta! Seu blog é uma fonte de inspiração. Adorei vamos compartilhar das mesmas letras e versos.

    Forte abraço e já seguindo!

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  7. Paciência meu caro, o desencanto pode ser revelar quando o dia nascer!

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