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O Último Poema



Assim eu queria o meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.


Manuel Bandeira

5 comentários:

  1. E com toda certeza esse poema, seria carregado de emoções.
    Abraço

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  2. Quanta emoção e sensibilidade, li e reli várias vezes, me cativou!
    Tem post novo, passa lá! Grande abraço

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  3. Sim, é um dos mais lindos poemas de Bandeira (e um dos meus favoritos).

    Vou lá te visitar sim!
    Beijoos

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  4. Pois é... lindo mesmo.
    Que bom qeu gostaram! :D

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