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Quem me dera


Eu bem que poderia chorar agora,
vendo como as esperanças despedaçaram-se
junto à noite e sua impetuosa sombra:
mas meus olhos estão secos e vazios
pelo tempo, que a tudo consome.

Ah, chorar doce e delicadamente por ti...
como se te esperasse e soubesse que nunca mais regressarias.




Clebson Moura Leal 
(1990 - )

2 comentários:

  1. Os olhos podem estar secos, mas a alma imundada de belas palavras.

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  2. Você escreve de uma forma estranhamente envolvente!
    Gostei muito!
    Parabéns.Um abraço!

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