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Las puertas

...Un cerrarse de puertas,
a derecha e izquierda;
un cerrarse de puertas silenciosas,
siempre a destiempo,
siempre un poco antes
o un momento demasiado tarde;
hasta que solo queda abierta una,
la única puntual,
la única oscura,
la única sin paisaje y sin mirada.

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As portas


...Um fechar-se de portas, 
à direita e esquerda;
um fechar-se de portas silenciosas,
sempre fora do tempo, 
sempre um pouco antes, 
ou um momento demasiado tarde;
até que apenas permanece aberta uma, 
a única pontual, 
a única obscura, 
a única sem paisagem e sem olhar. 
____________


The doors


... A close doors, 
right and left;
a close door silent,
always out of time, 
always a little earlier, 
or a moment too late;
until only one remains open, 
the only punctual, 
the only obscure, 
only without the landscape and without looking.


Josefina Plá, poeta paraguaia 
Tradução: Clebson Moura Leal

5 comentários:

  1. Penso que devia existir uma espécie de asilo para sonhos, para que eles tivessem onde se abrigar quando ficassem velhos e ninguém mais os quisesse. Este silêncio que fazem estas portas entreabertas inquieta-me.


    Te abraço com carinho.

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  2. Bonito e inquietante.
    Mas acho que é assim mesmo.
    Um abraço.

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  3. Há sempre uma porta para os sonhos...
    Um belíssimo poema.
    Beijos.

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  4. Boas!

    Adoro este blogue

    Podes adicionar o meu aos teus links sff?

    http://davidjosepereira.blogspot.com/

    Obrigado :)

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  5. Dei de beber às lindas borboletas
    chá de jasmim, água de cheiro
    ficou uma algazarra no jardim
    e até os passarinhos
    vieram a mim
    dei-lhes também um pouco de afeição
    grãozinhos dourados
    e folhas de alecrim.
    Está tudo em paz no meu coração...

    £UNA

    Bom FDS...Beijos de coração prá coração. M@ria

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