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Pardalzinho







O pardalzinho nasceu
Livre. Quebraram-lhe a asa.
Sacha lhe deu uma casa,
Água, comida e carinhos.
Foram cuidados em vão:
A casa era uma prisão,
O pardalzinho morreu.
O corpo Sacha enterrou
No jardim; a alma, essa voou
Para o céu dos passarinhos!



Manuel Banderia

4 comentários:

  1. Ah, meu Deus, tão lindo este poema, tão perfeito e triste...Pobrezinho, a mão do homem o feriu, e uma outra mão bem mais humana o cuidou, mas faltou-lhe a liberdade, e aí, nada mais fazia sentido...Abraço grande!

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  2. Lindo poema do Manuel Bandeira....

    Triste, mas lindo e faz pensar que podemos ser livres de todas as formas... Até na morte... por assim dizer...Nos deixar aprisionar em vida é muito ruim...

    Beijos

    Ani

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  3. Obrigada por poder ter encontrado este poema que hoje estava me fazendo falta.

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