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Como explicaria a minha vida?




...um pouco vazia, dolorosa, amarga, árdua. Mas também, em alguns momentos, leve, aérea, delicada, tão repleta de sonhos e esperanças! Não gostaria de ter outra vida, ou ser outra pessoa - apenas gostaria de ser um pouco melhor. Porque estou condenado a ser apenas isto: errado, incompleto, sofrido; de uma humildade pisada, uma inocência saudosa, uma dureza incomum. Ah, possuo uma solidão sobrehumana, algo desconhecido, que resume a minha existência. Mas, às vezes, dói. Outras, liberta. E quase sempre não sei o que fazer de mim -  estrangeiro no mundo, perdido nas tempestades, pelas multidões sufocado.



Clebson Moura Leal

2 comentários:

  1. "E quase sempre não sei o que fazer de mim"

    Talvez esteja tudo bem, conheço e sou uma dessas pessoas...
    Já que estamos perdidos, não custa aproveitar a vista!

    Um abraço!

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  2. As vezes me sinto exatamente assim
    "mais o amanha é sempre um novo dia "

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