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Monólogo


Clebson Moura Leal copyright © 2011 - ALL THE RIGHTS RESERVED


Para onde vão minhas palavras,
se já não me escutas?
Para onde iriam, quando me escutavas?
E quando me escutaste? - Nunca.

Perdido, perdido. Ai, tudo foi perdido!
Eu e tu perdemos tudo.
Suplicávamos o infinito.
Só nos deram o mundo.

De um lado das águas, de um lado da morte,
tua sede brilhou nas águas escuras.
E hoje, que barca te socorre?
Que deus te abraça? Com que deus lutas?

Eu, nas sombras. Eu, pelas sombras,
com as minhas perguntas.
Para quê? Para quê? Rodas tontas,
em campos de areias longas
e de nuvens muitas.



Cecília Meireles

3 comentários:

  1. Clebson, gostei bastante da declamação!
    Poucos tem esse dom, ao menos poucos eu ouvi declamando tão poeticamente...
    Parabéns!

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  2. Obrigado! Fico feliz que tenha gostado. Em breve vou declamar outros dos meus (ou melhor, dos nossos) preferidos poemas.

    Sua presença aqui no blogue me faz muito feliz.

    Todo o meu amor,
    Clebson Moura Leal.

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